24/08/2009 - Galos com nomes de cantores famosos soltam o gogó no Globo Rural
Um sítio em Lima Duarte, Minas Gerais, ficou famoso pela criação de galos cantores. As aves foram batizadas com nomes de artistas e a disputa de quem tem o melhor gogó dura o dia inteiro.
O som é de um galo comum. Mas eles cantam por muito mais tempo. Os galos do sítio Riacho Doce, em Lima Duarte, receberam nomes de cantores famosos. Aguinaldo é todo pintadinho e tem a ponta do rabo branca. Gilberto Gil é branco e tem algumas penas pretas na calda. Roberto Carlos é o mais branquinho da criação. Daniel também capricha tanto no canto que chega a perder o fôlego.
Pavarotti é o mais valioso da criação. Custou R$ 500. Mas o preço médio dessa raça, conhecida como galo músico brasileiro é de R$ 200 tanto para machos quanto para fêmeas. As galinhas não são tão bonitas, embora cantem um pouco mais do que as fêmeas de outras raças. Mas não chegam perto dos machos, que se esforçam no gogó para atrair a companheira.
Os galos começam a cantar às 4h30 e por aí vão o dia inteiro. Alguns nem param quando anoitece. Para gostar de tanta cantoria, só mesmo sendo um apaixonado pela criação.
Carlos Barra cria as aves há mais de 20 anos. Há oito anos se aposentou como coronel da Polícia Militar e foi morar no sítio para se dedicar à criação. A seleção dos melhores cantores começa desde os primeiros meses de vida.
“Quando ele tem o canto longo, o canto bom, a gente já seleciona e separa. O que não é canto bom ou tem o cano curto vai para a panela. Então, tem o Chico Macarrão e o Zé Quiabo. Ficam todos esperando a vez”, contou seu Carlos.
Os melhores animais são criados em gaiolas separadas. Se ficassem juntos brigariam pelo posto de o “galo do terreiro”. Dentro da gaiola a disputa é para saber quem canta mais.