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26/02/2008 - Começa plantio de mudas para produção de biodiesel na região
Começa a ser implementado, em março, o projeto de produção de biodiesel em Lima Duarte, a 65 quilômetros de Juiz de Fora. A primeira etapa do processo será o cultivo de 15 mil mudas de macaúba, oleaginosa escolhida como matéria-prima. O projeto, que já havia sido anunciado no ano passado, foi aprovado pelo estudo de viabilidade técnica e econômica desenvolvido por especialistas da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e apresentado no último domingo. A meta é atingir, a longo prazo, uma produção de 200 mil toneladas de óleo por ano, voltada para exportação. O investimento é do grupo espanhol Entaban.
Ainda este ano, devem ser preparadas outras 500 mil mudas, que servirão para a fase de testes da produção. Em 2011, será iniciada a construção da usina piloto, com capacidade para produzir quatro mil toneladas/ano. A expectativa é que as mudas de macaúba demorem cerca de quatro anos para atingir a maturação. Nesta etapa, depois de realizados os testes, serão construídas quatro usinas - em Lima Duarte e, possivelmente, em cidades vizinhas -, com capacidade de 50 mil toneladas/ano, somando 200 mil toneladas. O abastecimento destas usinas será feito por mais de seis milhões de mudas de macaúba, que devem ser plantadas na região com o apoio de produtores locais.
O grupo espanhol, responsável pelo projeto, não divulgou o total que será investido na implantação dos quatro módulos - que incluem as quatro usinas e as respectivas plantas para esmagamento. Segundo a empresa, os técnicos da UFV estão concluindo o orçamento, que será encaminhado à Europa para aprovação. “Tudo começa com o projeto agrícola, porque sem matéria-prima não há indústria”, explica o presidente do grupo, Juan Lopez. Segundo ele, o grupo Entaban - um dos maiores produtores mundiais de biodiesel - estuda projetos similares em outras regiões do país, como Roraima e Mato Grosso. Na Zona da Mata mineira, os principais atrativos foram a logística, a existência de pequenos produtores e as facilidades de plantio.
A macaúba foi escolhida como matéria-prima por indicação dos técnicos da UFV. “Ela tem grande quantidade de óleo e cultura perene. Exige um investimento grande no início, mas depois produz por muito tempo, e o custo de manutenção é pequeno”, explica o gerente do Projeto Biodiesel da UFV, Carlos Alberto de Castro Miranda.
Fonte: Tribuna de Minas
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